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sábado, 2 de julho de 2016

16) PÍLULAS



Ângelo Edval Roman

- Ao chegar a  bar ou restaurante,  tem que esperar um funcionário dizer onde é pra sentar. Não é como no Brasil. O cliente não pode ver mesa vazia e se sentar.


- Nas estradas por que passamos não há outdoors , postos de gasolina, restaurantes, borracheiros. Pra  abastecer, recorremos ao GPS. Só que pra andar na Rota 66 não dá pra contar com o GPS. Ele só considera as autopistas. Google Maps também. A menos que se coloque como ponto de chegada algum ponto da 66.

-  Nas paradas pra abastecimento, tomar água, banheiro há as lanchonetes tradicionais daqui. Temos comido muito hambúrguer e batata. Daí, contrario meu costume de não almoçar sanduíches nem tomar líquido às refeições e mando brasa. Resultado : barriguinha surgindo. Em compensação, jantares muito bons.

- Nos parques, nas ruas, tudo limpinho. Sem tocos de cigarro, papel amassado, lata de cerveja. Pelo menos onde estivemos.

- Não  vimos polícia rodoviária. Não há aviso de radar a tantos metros, como exige a lei brasileira. Aviso só de que a rodovia é monitorada por radar. Correu mais, leva multa alta. Se flagrar,  cadeia. No Brasil nem quem mata no trânsito vai preso. Carli e os Judiciário podre que o digam. No Brasil, respeitar a velocidade só perto de radar.
-No aeroporto de Miami a entrega de mala demorou uma hora e meia. Quem tem pouco tempo pra conexão pode perder o avião .

-No aeroporto fui pedir informação para um policial assim que peguei minha mala. Ele fez um gesto para eu me afastar e disse para falar com ele de longe. Nós, brasileiros, falamos próximos s uns dos outros, e costumamos até nos tocar no braço , nas costas. Me lembrei da Flora Davis em seu fabuloso livro Comunicação Não Verbal (livro que recomendo pra todos). Muitas culturas consideram ofensiva ou agressiva a aproximação de menos que 50 cm. Brasileiro é afetuoso, chega perto, gosta de beijinhos na face entre homens e mulheres. Queria ter mandado o policial pra pqp, mas, claro, preferi ficar quieto, perguntar o que queria e ir embora.

- Peguei de novo a Indian em San Francisco. Apesar do clima fresco, o assento esquentava muito. Não dava pra aguentar. Eu tinha que me apoiar nos pés pra me levantar um pouco, sentando na beirada do assento do garupa. 


. Numa parada, comentei isso com os companheiros. O Ralf lembrou que na Eagle um que estava devolvendo uma Indian comentou que ela tinha aquecimento nas manoplas e nos assentos. Os três fomos procurar no  computador de bordo. Achamos o aquecimento e regulagem de temperatura das manoplas. Assentos, nada. Continuamos a viagem, com o traseiro aquecendo. À noite,  no hotel,  baixei o manual da moto e achei! Eram dois interruptores localizados do lado esquerdo do assento, bem escondidos. Um estava no máximo. Desliguei, tudo ok. Eu devia ter ligado acidentalmente quando fui arrumar a bagagem. Estava preocupado porque dia 1 iríamos pegar o deserto da Rota 66. Com o aquecimento no traseiro ia ser difícil.

- Se não quiser andar na faixa lenta nas autopistas, você tem duas opções : correr na velocidade máxima, ou...  correr na velocidade máxima. Caminhões de dois eixos podem correr na mesma velocidade dos carros pequenos. Os de 3 ou mais podem ir a 88 km por hora.


- Andamos mais de 2 mil quilômetros e não vimos nenhum acidente.

- Há congestionamentos, dos grandes, em rodovias e em ruas. Daqueles de parar tudo.

- No Brasil ficamos sem conexão de internet e de operadora, dependendo do lugar em que estamos. Quando mais precisamos, nada! Pois é. Aqui nos EUA também. Ficamos na mão várias vezes.

Um comentário:

  1. Então quase preparou ovos com bacon a moda Indian. Kkkkkk
    Desculpe-me não resisti ao imaginar a cena.
    Abs
    Carlos

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