Ralf
Acabamos nos separando em Calico. Eu estava preocupado com o horário de chegada em Kingman, nossa próxima parada para pernoite. Era um dia em que teríamos que rodar mais de 300 milhas, numa estrada “secundária”, com muito calor. E agora era responsável também pela minha mulher, que vinha na garupa.
Acabamos nos separando em Calico. Eu estava preocupado com o horário de chegada em Kingman, nossa próxima parada para pernoite. Era um dia em que teríamos que rodar mais de 300 milhas, numa estrada “secundária”, com muito calor. E agora era responsável também pela minha mulher, que vinha na garupa.
O Ed e o Neto queriam
conhecer melhor a famosa “cidade fantasma”, sem pressa nem pressão. Depois do
episódio do dia anterior, quando nos perdemos e eles acabaram
conseguindo usar o Waze no celular do Neto, sabíamos que não haveria problema.
Rodamos a tarde inteira na
Route 66, Fabiana e eu. Prazer indescritível.
É uma estrada especial. A rodovia nova, moderna, está sempre perto; bem
como uma estrada de ferro. Em alguns trechos a antiga e a nova até se cruzam.
A 66 é bem mais vazia do que
eu tinha imaginado. Poucos se aventuram por lá nesses dias. Andamos dezenas de
milhas sem ver viva alma. E há poucos postos de gasolina. Nesse trecho, o mais
famoso é o Roy`s. É o posto que aparece na maioria das fotos sobre a estrada.
O Roy`s fica no meio do nada!
No meio de uma reta “infinita que corta o deserto".Paramos para fotos,
abastecer a moto e tomar água. Logo depois chegou um senhor para fazer a mesma
coisa, DE BICICLETA! Ele vinha no sentido contrário. Eu sabia agora que ele
tinha mais de 100 milhas para pedalar até a próxima cidade... Senti um baita alívio por ter um motorzão V2
bruto e confiável para me levar adiante.
Chegamos em Kingman no final
da tarde. Cidade legal, com vários
hotéis e restaurantes. Entroncamento importante entre o Arizona, Nevada e Califórnia.
O Ed e o Neto chegaram cerca de uma hora mais tarde.








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